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Bolsonaro diz para caminhoneiros: ‘Se tiver arma de fogo, é para usar’

Alex Diferolli

Last updated on 1 de Junho, 2019

    O almoço com os caminhoneiros não estava previsto na agenda do presidente. Segundo sua assessoria, ele decidiu de última hora parar em Anápolis, na estrada que liga Goiânia (aonde se encontrou com representantes de igreja evangélica) e Brasília.

    Um dos caminhoneiros contava sobre uma estrada que piorou tanto a ponto de “matar um” ou “destruir o caminhão”.

    Depois de ouvir o relato em silêncio, Bolsonaro interrompeu o almoço para dizer: “Pergunta difícil. Porte de armas, a maioria apoia?”

    Em resposta, três dos presentes levantaram o braço e aos poucos, após insistência do presidente no tema, outros foram se dizendo adeptos.

    “No decreto, eu acabei com comprovar a efetiva necessidade. Por enquanto está um pouco caro aí, mas a gente vai diminuir isso aí. Mas já abriu as portas, dá entrada. Tem um tempo de dois ou três meses que eu botei no decreto para conceder o porte”, disse para um dos homens que demonstrou interesse por se armar.

    No início do mês de maio, Bolsonaro editou um decreto —o segundo desde que assumiu a Presidência— que flexibiliza o acesso a armas. Neste último texto é aberta a possibilidade de porte de arma para mais casos, como a políticos, jornalistas e caminhoneiros, por exemplo.