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A Criminalização do apoio ao governo conservador de Jair Bolsonaro

Tiago Nascimento

 “Os ‘Mudus operandi’, desta vez, com a chancela do STF, consiste numa espécie de “criminalização do apoio” ao governo conservador de Jair Bolsonaro, por meio de intimidação, desencorajando cidadãos brasileiros a manifestarem opinião”

Por ordem do Ministro do STF, Alexandre de Moraes, pelo inquérito que apura “ameaças e ofensas” ao Supremo, a PF fez buscas em vários estados brasileiros, recolhendo diversos aparelhos eletrônicos, mas, o que há em comum entre os que tiveram pertences apreendidos, 29 lugares ao todo, é o fato de quase todos eles serem, politicamente, posicionados à direita, apoiadores do Presidente Jair Bolsonaro, bem como os Deputados, também alvos, pertencerem à base de apoio ao governo.

Recordando os fatos
Em abril de 2019, a então Procuradora Geral da República (PGR), Raquel Dodge, arquivou esse mesmo inquérito, que foi instaurado por Toffoli contra ofensas ao STF. Esse inquérito, ao qual se relacionam as buscas de hoje, naquele período, censurou a Revista Crusoé, pela matéria “O amigo do amigo de meu Pai”, que citava o Presidente do STF, Dias Toffoli, mas dias depois o próprio Alexandre de Moraes revogou a censura. Contudo, desprezando a autonomia das instituições, Moraes ignorou Dodge e desarquivou o inquérito. 

A título de lembrança, o presidente jair bolsonaro, em relação a censura à Crusoé, codenou-a, posicionando-se favorável à liberdade de expressão. Na época, Bolsonaro afirmou:
“acho injusto até com a Crusoé, que em 90% das vezes da tiro em cima de mim”

A União de forças contra os apoiadores do governo Bolsonaro
O inquérito, considerado inconstitucional por muitos juristas, concentra suas forças, hoje, para atingir os apoiadores de Bolsonaro, e recebeu, do congresso, um grande apoio, com a instauração da CPMI da Fake News, no Senado Federal. Políticos de esquerda, que no passado criavam redes pagas com o dinheiro do contribuinte, para apoiar os governos petistas, aliados aos traidores, Frota, Joice Hasselmann, Delegado Waldir, dentre outros surfistas da onda Bolsonaro, uniram-se ao “poder supremo” para tentar emplacar a narrativa, fantasiosa, de que existiria uma rede para propagação de Fake News, orquestrada pelo tal “Gabinete do Ódio”. Essa narrativa foi fortalecida, cerca de dois meses após a instauração da CPMI, devido a uma matéria publicada pela Crusoé, e assinada por Felipe Moura Brasil (Juveninho), que, em seu conteúdo, infundado, tentou atrelar apoiadores do governo com, possíveis, recebimento de verbas, porém, o tiro foi de festim, e impulsionou, ainda mais, perfis, no Twitter, independentes, que, espontaneamente, apoiam o governo Bolsonaro. E desta forma, a verdadeira rede de Fake News, seja aquela condenada pelo TSE, a extrema-esquerda, no caso o PT, por propagação de mentiras na corrida eleitoral de 2018, e a própria grande mídia, que, diuturnamente, mente sem qualquer pudor, passando ilesos, atribuindo, falsamente, aos apoiadores do governo, aquilo que eles têm por hábito, a mentira.

A luta pelo poder, pela manutenção da patifaria política, enraizada por décadas no Brasil, enxerga Jair Bolsonaro, detentor de um grande apoio popular, como um empecilho aos seus intentos, e sua Base aliada, mobilizada por grandes influenciadores é, nesse momento, o alvo. 
Os “modus operandi”, desta vez, com a chancela do STF, consiste numa espécie de “criminalização do apoio” ao governo conservador de Jair Bolsonaro, por meio de intimidação, desencorajando cidadãos brasileiros a manifestarem opinião, e, ao mesmo tempo, acirrando os ânimos, visando gerar posturas agressivas em manifestações de apoio ao Presidente da República, observando que, Alexandre de Moraes, em coro com políticos como João Dória e Witzel, tem repetidas vezes usado suas redes sociais para “manifestar seu repúdio”, em relação às “agressões” contra jornalistas (sem provas e sem imagens), no decorrer dos eventos. 

Neste momento, por parte dos apoiadores do Presidente da República, Jair Bolsonaro, é necessário coragem, calma, união e inteligência, tranquilizados pelo fato de estarem aliados à verdade. Contudo, os poderes constituídos, não aparelhados, devem agir, para não deixar que maculem, ainda mais, a, adoecida, democracia brasileira.