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Cloroquina, uma solução, suspeitosamente, negada

Tiago Nascimento

Estudos com doses muito acima do recomendado, pesquisas publicadas com métodos contestáveis, politização e possível lobby contrário de indústrias farmacêuticas. Diante de um fortíssimo indício de sabotagem, a cloroquina, sem patente, portanto, barata, um medicamento muito conhecido e amplamente utilizado, em razão das “dúvidas”, deixou de salvar incontáveis vidas, em todo o mundo, durante a pandemia do novo Coronavírus.

O The New York times, em abril, publicou um estudo brasileiro com a cloroquina, que teria sido interrompido precocemente, por motivos de segurança, depois que pacientes sentiram efeitos colaterais ao tomar uma dose mais alta do remédio. O estudo em questão, realizado em Manaus/AM, embasou, assim como o estudo feito em fevereiro na China, as declarações da Organização mundial de saúde (OMS), sobre a “eficiência não comprovada da Cloroquina e Hidroxicloroquina”.
A Doutora Nise Yamaguchi, pesquisadora-docente universitária e médica com doutorado em oncologia e imunologia, integrante do gabinete de crise do ministério da saúde, desde a chegada da pandemia do Coronavírus no Brasil, com conhecimento de causa, defende publicamente o uso da Hidroxicloroquina, de forma especial, em pacientes no início dos sintomas causados pela Covid-19. Sobre os estudos realizados no Amazonas, Nise alertou, a respeito da super dosagem utilizada, acima do recomendado pelo ministério da saúde, a quantidade, segundo informou a Doutora, em participação no programa “Aqui na Band”, ao invés de 2,7g, em 10 dias, no mesmo período, atingiu 12g, ou seja, um número mais de 4 vezes maior do que o indicado, o que propiciou o “fracasso” no uso do medicamento.

Em consonância com os estudos feitos na China (Wuhan) e no Brasil (Manaus), a Revista científica The Lancet publicou uma pesquisa, que analisou dados médicos de 96 mil pessoas, apontando que a hidroxicloroquina e a cloroquina não apresentariam benefícios no tratamento da Covid-19, a OMS chegou a suspender os testes com hidroxicloroquina nos ensaios clínicos Solidariedade, uma iniciativa internacional coordenada pela organização. 
Após a publicação da The Lancet, Grupos independentes de cientistas, mais de 100 cientistas e clínicos, descobriram inconsistências nos dados utilizados para produzir o estudo.
A autenticidade foi contestada, pois os bancos de dados foram comprados de uma empresa privada que teria recolhido os mesmos de hospitais mundo afora.
Uma carta aberta, endereçada ao editor da The Lancet, Richard Horton, e aos autores do artigo, foi enviada pelos cientistas, que pediram à revista que fornecesse detalhes sobre a procedência dos dados e pediram que o estudo fosse validado de forma independente.
Dias após os questionamentos, a Revista publicou uma nota de retratação dos autores do estudo, retirando a publicação. Na nota, os cientistas afirmaram não poderem mais garantir a veracidade dos dados usados para fundamentar a pesquisa, que havia constatado risco no uso das substâncias contra o novo coronavírus.

Enquanto pesquisas inconsequentes, e nada confiáveis, denegriam o medicamento, estudos realizados na Índia e na Coréia do Sul e a inconsistência da pesquisa publicada pela The Lancet, fizeram a OMS retomar os testes com Hidroxicloroquina, já que, infelizmente, os testes realizados na França, pelo Médico infectologista francês Didier Raoult, não foi, pela agência, considerada como se deveria.

O estudo realizado na Índia revelou que a hidroxicloroquina reduz as chances de contrair Covid-19 em cerca de 80%, através da utilização profilática.
E na Coréia do Sul, o estudo identificou maior eficiência da HCQ em relação a outros medicamentos, concluindo que, a hidroxicloroquina com antibióticos fornece melhores resultados clínicos em termos de depuração viral, permanência hospitalar e resolução de sintomas de tosse.

Também no Brasil, através da operadora de saúde Prevent Senior, um estudo indicou a eficiência da Hidroxicloroquina. A Prevent Senior divulgou que, a utilização do medicamento nos primeiros sintomas da Covid-19 reduziu em quase 3 vezes o número de internações.

Em março, o professor Didier Raoult, especialista em doenças infecciosas e diretor do Instituto Mediterrâneo de Infecção de Marselha, realizou testes com uso da cloroquina, num grupo de pacientes infectados pelo Covid-19, e demonstrou que, seis dias após terem começado a tomar o antimalárico, o vírus havia desaparecido em 75% deles.

Não somente pelo fato da Cloroquina ser um medicamento conhecido e muito usado na prevenção da malária, e no tratamento de artrite reumatoide e lúpus, ter seus, possíveis, efeitos colaterais bem conhecidos, mas, principalmente, pelos diversos estudos com bons resultados realizados, ainda que num curto período, a discussão, na pandemia, sobre esse medicamento, deveria ser “como e quanto usar?”, e não se deveriam “usar ou não?”. Por razões, aparentemente, sórdidas, muitas autoridades, não apenas políticas, mas também científicas, diante de um vírus desconhecido, que exige respostas rápidas, negaram, e alguns continuam a negar, uma solução, ao menos, amenizadora, através do tratamento com cloroquina desde os primeiros sintomas, ou por profilaxia, como no caso da prevenção à malária.